terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lei 971

Portaria do Ministério da Saúde No: 971 de Maio de 2006 

Médicos que buscam a cura com Terapias Integrativas
(alternativas) estão protegidos pela

Politica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares  

no Sistema Único de Saúde (SUS)

    Este blog está sendo criado para mostrar a Medicina integrativa que deveria estar sendo utilizada no país pelos Médicos para o cumprimento da lei 971 de 2006 ! 
Tratamentos esses que estão curando pessoas do mundo todo.

Parte de texto:
 "introdução de práticas alternativas de assistência à saúde no âmbito dos serviços de saúde, possibilitando ao usuário o acesso democrático de escolher a terapêutica preferida"

3.3. Divulgação e informação dos conhecimentos básicos das Práticas Integrativas e Complementares para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS, considerando as metodologias participativas e o saber popular e tradicional.

Depois desta lei, os Médicos interessados na real melhora ou cura de seus pacientes por meio da alimentação, suplementação, e terapias integrativas, assim estão não só permitidos como protegidos e incentivados pela lei 971 de2006.

No Brasil Antes de 2006, um Médico que aplicasse métodos complementares, alternativos ou tradicionais, como chás e ervas medicinais do conhecimento milenar e popular, assim como as terapias descritas na lei 971 de 2006, poderiam ter problemas ou não com o CRM, porém agora é lei! 
E os Médicos interessados em buscar complemento à terapia de seus protocolos, não só podem como devem fazer isso, pois em casos de doenças degenerativas e incuráveis, esse procedimento pode ser a diferença entre a vida e a morte dos pacientes.

Com a internet os portões do céu e do inferno foram abertos, é possível ver de tudo na rede, e é impossível ignorar o fato de tantas pessoas curadas com terapias Integrativas sérias, de doenças “incuráveis”  e só entrar nos fóruns e ver a quantidade de pessoas curadas por terapias simples, baratas e de fácil uso.
Postaremos em breve aqui algumas destas terapias.

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O duas vezes ganhador do Prêmio Nobel Dr. Linus Pauling, diz: 
"Todos precisam saber que a guerra contra o câncer é uma grande fraude".
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  O Dr Vernon Coleman   

  e a face oculta da industria  farmacêutica


      Vernon Coleman é o autor médico da Grã-Bretanha, mundialmente conhecido pela defesa dos animais e pela sua franqueza na denúncia dos males da medicina atual.
Durante muitos anos, publicou um jornal, o European Medical Journal , que depois incorporou ao seu informativo, Vernon Coleman´s Newsletter, divulgando estratégias físicas, mentais e espirituais para uma vida mais feliz, saudável e harmoniosa.
 
    -Seu corpo sabe - Eu era médico há dez anos, tendo trabalhado, na maior parte desse tempo, como clínico geral em uma pequena cidade do centro da Inglaterra.
No início eu gostava do meu trabalho, mas após alguns anos, preocupava-me mais e mais com o fato de que muitas vezes interferia nas doenças quando, na verdade, meus pacientes provavelmente iriam melhorar por si mesmos se eu, e eles, tivéssemos  paciência de esperar.
                                                    
 Como médico do posto não tinha tempo para explicar a meus pacientes o motivo pelo qual nem sempre queria prescrever- lhes medicamentos. Eu precisava ficar fora da prática cotidiana para poder disseminar a filosofia que julgava tão importante.
 No verão de 1981, demiti-me do Serviço Nacional de Saúde e decidi dedicarme totalmente a escrever um livro. Quanto mais eu pesquisava material para o livro, mais convicto estava de que não conseguia justificar meu trabalho como clínico geral.
                       
   A filosofia que descrevi em Bodypower (O poder do corpo) mudou minha vida e influenciou tudo o que tenho escrito sobre medicina desde 1980. Influenciou, também, milhares de médicos e milhões de pacientes. Atualmente, a filosofia do livro é amplamente reconhecida e aceita e o livro continua sendo um bestseller no mundo inteiro. Desde 1983, venho coletando semanalmente novas provas dos poderes admiráveis do corpo humano.

   Existem provas  apresentadas por cientistas de todo o mundo, mostrando que o poder do corpo e da mente é maior do que se poderia sonhar há apenas uma década.
Os médicos costumam estar cegos aos poderes que possuímos.
O fato é que nosso corpo é perfeitamente capaz de cuidar-se sozinho.
No entanto, poucas pessoas aproveitam esses mecanismos de auto-cura e a capacidade de auto-proteção.
Em vez disso, preferimos colocar nossa saúde e nossa vida nas mãos de “especialistas”, muitas vezes treinados para considerar o corpo e as doenças que o afligem com evidente estreiteza de visão.
                                                            
   A grande tragédia da medicina ortodoxa é que os médicos suspeitam de tudo que é novo e relutam em aceitar teorias e idéias que contradizem atitudes tradicionais.
 A história da medicina está repleta de médicos que sofreram ao aprender que a medicina oficial não vê com bons olhos idéias originais ou conceitos novos que ameaçam o status quo.

 Estudantes de medicina são ensinados a evitar perguntas incômodas e jovens médicos, que querem ser bem sucedidos, aprendem logo que precisam manter-se, sem questionar, fiéis às verdades estabelecidas.
Até que os médicos estejam prontos para estudar o inesperado, o improvável e até mesmo o aparentemente impossível, os pacientes fariam bem em olhar médicos rigidamente ortodoxos com uma certa dose de suspeita e cepticismo.

Médicos influenciados                                                             

A prática da medicina tradicional é um grande negócio. Milhares de empresas têm interesse documentado na sua doença.
Para cada enfermeira e cada médico que oferecem serviços e conselhos, há inúmeros administradores e escriturários ajudando a assegurar que a máquina médica continue a gerar lucro.
Como existe um interesse comercial tão grande nos cuidados de saúde, são fatores comerciais que influenciam o tipo e a qualidade do tratamento oferecido.
O relacionamento entre médicos e indústrias farmacêuticas mostra claramente este fato.
Se, por exemplo, um médico quiser escolher um medicamento para determinado paciente, ele tomará sua decisão após consultar o material publicitário promocional oferecido pelos fabricantes dos produtos disponíveis.
Como conseqüência importante desse relacionamento entre médicos e indústria farmacêutica, formas de terapia que não podem ser embaladas, vendidas e transformadas em um produto lucrativo são ignoradas tanto pelas revistas médicas quanto pelos próprios médicos, que obtêm suas informações através dessas revistas.

Por exemplo, embora cada vez mais estudos independentes comprovem que pessoas com hipertensão podem reduzir permanentemente sua pressão arterial aprendendo a relaxar, a maioria dos médicos ainda acredita que medicamentos são a única saída. 


Programas preventivos carecem de  imaginação e      
                                 são ineficazes                                         
    Quando médicos alopatas oferecem a seus pacientes alguma forma de medicina preventiva, o fazem sem a mínima imaginação e sem entender realmenteo que os pacientes necessitam e que tratamento pode ser eficaz.
Demasiadas vezes, médicos promovem campanhas de educação em saúde de conteúdo negativo, que recomendam as pessoas a não fazer isso e não fazer aquilo.
A quantidade de recomendações negativas é, muitas vezes, confusa e contraditória — portanto, não é de estranhar que seja ignorada.
Há duas técnicas de medicina preventiva que os médicos defendem.
Em primeiro lugar, o check-up ou “triagem”.
Esse check-up se enquadra magnificamente no relacionamento tradicional entre médico e paciente, em que o paciente entra com o corpo e o médico oferece toda a sua competência, toma todas as decisões e assume toda a responsabilidade. Ironicamente, estudos indicam que embora o check-up seja muito popular, seu valor é duvidoso.
Um estudo financiado pelo governo britânico não mostrou diferença significativa na saúde de pessoas que se submeteram a avaliações regulares durante sete anos e aqueles que não o fizeram.
Especialistas canadenses concluíram que o check-up anual deveria ser descontinuado.
O segundo tipo favorito de medicina preventiva é a vacinação.
Médicos e laboratórios farmacêuticos adoram programas de vacinação — não porque sejam particularmente eficazes na prevenção de doenças (muitas vezes, não são), mas porque são extremamente lucrativos para todos os envolvidos.
 A tragédia, para os pacientes, é que as taxas de óbitos e danos associados a algumas vacinas são muito maiores do que os causados pela própria doença que devem evitar.

Riscos da medicina convencional 

Há um número assustador de provas de que os hospitais são um campo fértil para a proliferação de organismos infecciosos.
 Antes mesmo que os médicos entendessem como as infecções são transmitidas, já se sabia que alguém corajoso o suficiente para pôr os pés em um hospital teria sorte se não acabasse na cova.
Podemos pensar que as coisas são diferentes nos modernos hospitais, mas é um engano.
 Hoje, há provas de que se vocêestá internado em um hospital e contrai uma infecção, é provável que a tenha contraído no hospital. Se houver um ferimento infeccionado ou uma infecção do trato urinário, é quase certo que a contaminação se deu no hospital.
Existem provas de que até lanchonetes e refeitórios hospitalares podem ser prejudiciais.
 Os pacientes podem definhar no hospital por falta de alimentação adequada e o risco de pegar uma infecção devido à comida no hospital é maior do que em um restaurante!
Casos de escorbuto, beribéri e pelagra apareceram em pacientes hospitalizados.

Exames e tratamentos hospitalares também podem ser perigosos.
 Os riscos são tantos que os médicos costumam usar termos como “idiopático”, “criptogênico”, “iatrogênico” e “nosocomial” para ocultar a verdade sobre a evolução das doenças.
Exames potencialmente arriscados continuam sendo feitos ainda que os benefícios sejam poucos ou nulos. São poucos os médicos que questionam se determinado exame é justificado.
Da mesma forma, são poucos os que se perguntam se certos tipos de tratamentos são justificados. Hoje, um entre cada seis leitos hospitalares é ocupado por alguém que adoeceu devido ao tratamento recebido. Se um paciente tem dois conjuntos de sintomas, é provável que o segundo conjunto tenha sido causado ao tratar o primeiro.

Um fato que comprova a minha afirmação de que hospitais e médicos podem prejudicar sua saúde é simplesmente este: quando um paciente não recebe cuidados médicos, muitas vezes ele vive mais. Em 1973, quando houve uma greve de um mês dos médicos em Israel, a taxa de mortalidade caiu 40%. Em 1976, houve greve de médicos na Colômbia e no município de Los Angeles. Nos dois lugares a taxa de mortalidade caiu consideravelmente.

Suas defesas internas podem ser prejudicadas

Muitos médicos tratam o paciente como se fosse um campo de batalha, a doença como se fosse o inimigo ou o alvo e o arsenal de medicamentos e outras terapias como se fossem armas para lutar contra a doença. Seja receitando comprimidos ou usando o bisturi, eles estarão muitas vezes lutando contra as defesas do
próprio organismo.

Como precisam ser poderosos para lutar eficazmente contra as fortes reações fisiológicas no interior do corpo, os tratamentos modernos causam efeitos colaterais consideráveis.
 Se, por exemplo, um paciente com pressão alta causada pelo estresse tomar um medicamento para controlar a pressão, esse medicamento terá efeito sobre todo o aparelho circulatório.
O medicamento precisa opor-se continuamente às reações normais saudáveis do corpo diante de uma ameaça externa.
Muitos vezes, existe um risco adicional associado a esse tipo de terapia intervencionista — o tratamento pode afetar a capacidade do organismo de lidar com outras ameaças.
 Por exemplo, quando o tratamento inclui esteróides, o organismo deixa de produzir seus próprios esteróides.
                                          
 Para o organismo, não há necessidade de manter recursos capazes de produzir esteróides internos quando existe um fornecimento aparentemente infinito proveniente do exterior do corpo.
Da mesma forma, se a pessoa usa analgésicos em demasia, a produção de endorfina pelo organismo para aliviar a dor será reduzida e sua eficácia será menor.
 Com as defesas internas danificadas e enfraquecidas, a pessoa fica ainda mais dependente da intervenção de médicos e tratamentos. Ênfase exagerada no tratamento
Os médicos ganham a vida tratando os pacientes quando estes estão doentes.

Mesmo em regiões do globo onde não há ligação direta entre doença e dinheiro, há um sentimento poderoso de que é papel do médico oferecer aconselhamento apenas quando o paciente apresenta sintomas.
Em países como a Inglaterra, onde os médicos são pagos pelo Estado, são poucos os médicos que estão preparados para dar conselhos a seus pacientes sobre uma vida saudável. A ênfase está no tratamento.
Quando a pessoa fica doente, muitos médicos acreditam que seu papel principal é ajudá-la a voltar ao normal. Isto pode ser difícil.

Ao contrário da opinião geral, não existe um ser humano “normal” ou “médio”. Os médicos pensavam que podiam medir as propriedades e funções do corpo humano em termos muito precisos, mas, atualmente, sabe-se que a faixa dos valores chamados “normais” pode ser muito ampla.                           O que é normal para você, talvez seja um indicador de doença para mim. A terapia indicada para que uma pessoa volte ao “normal” pode produzir efeito contrário em outra.
 

Podemos confiar sempre no médico? 

     Formei-me como médico em 1971 e tornei-me logo conhecido como herético e criador de casos, por escrever uma série de artigos para os jornais argumentando que a maioria dos médicos receitava remédios demais e estava excessivamente dominada pela indústria farmacêutica.
     Em retrospectiva, acho que foi bastante presunçoso da parte de um médico recém-formado achar que sabia mais do que a maioria dos profissionais da área médica.
    Os eventos ocorridos nas últimas duas ou três décadas, porém, justificaram plenamente a posição que eu tomei então.
 Em 1975, meu primeiro livro foi publicado.
Com o título The Medicine Men (Os Profissionais da Medicina), este livro mostrava, pela primeira vez, como a profissão médica havia sido completamente “comprada” pela indústria farmacêutica.

 “Na realidade, os médicos não podem se definir como pertencentes a uma profissão”, escrevi.

“Atualmente, são pouco mais do que um braço comercial da indústria farmacêutica.”

Alguns anos mais tarde, fiz um novo contingente de inimigos poderosos ao escrever um livro entitulado Paper Doctors (Médicos da Papelada), no qual afirmei que a maioria das pesquisas médicas era desperdício, inútil, desnecessária e mal direcionada.
 Minha determinação em expor o que, em minha opinião, estava errado com a profissão médica foi inspirada pela percepção de que muitos pacientes estavam sendo tratados de modo iníquo por seus médicos.
Mesmo hoje, muitos pacientes confiam em seu médico sem restrições — assumindo que ele, ou ela, estão sempre certos.
Isso pode ser um erro fatal.
 O que diferencia o bom médico do mau médico sempre foi a sua habilidade de diagnosticar.
                                         
 Tratar pessoas doentes é fácil. Se você é médico e sabe o que está errado com o seu paciente, você pode procurar o tratamento adequado em menos de dois minutos. Infelizmente, porém, muitos médicos parecem ter perdido a habilidade de diagnosticar corretamente.
Ao examinarem o prontuário de 100 pacientes falecidos, cujas autópsias indicavam ataque cardíaco, os pesquisadores descobriram que apenas 53% dos ataques cardíacos haviam sido diagnosticados.
 O que torna isto ainda mais alarmante é o fato de que a metade desses pacientes havia sido tratada por cardiologistas. Outro relatório publicado após 400 autópsias revelou que, em mais da metade dos casos, o diagnóstico estava errado.

Os autores do relatório afirmaram que aquelas doenças, que poderiam ser tratadas, não foram diagnosticadas em 13% dos pacientes. Entre 134 casos de pneumonia, 65 não haviam sido detectados e entre 51 pacientes que sofreram um enfarte, os médicos deixaram de diagnosticar o problema em 18 casos.

 Tudo isso é terrível. Se o médico não diagnosticar corretamente, não importa quantos medicamentos maravilhosos ele tem à disposição.
Os médicos, hoje, falham muito no diagnóstico correto por diversos motivos. O tipo de ensino, muitas vezes, é lamentável.
Os professores ensinam sobre órgãos e tecidos em vez de ensinar sobre pessoas vivas, e depois avaliam os alunos por sua capacidade de lembrarem amplas listas de detalhes sobre ossos, vasos sangüíneos e patologias, sem jamais testar sua capacidade de empregar os conhecimentos adquiridos.
Estudos indicam que os médicos são piores quando tratam de pacientes com os quais se sentem pouco à vontade.
 Com treinamento limitado, os médicos se sentem constrangidos com a vasta gama de indivíduos.
 Muitas vezes, têm dificuldade em relacionar-se, conversar ou obter informações de pessoas de raça, sexo, ou nível social “diferente”.

                                            
Um problema ainda maior é que os médicos modernos confiam demasiadamente na tecnologia — pouco se preocupando em desenvolver sua própria habilidade de diagnosticar.

 O médico antigo costumava confiar no que seus pacientes lhe contavam e no que seus próprios olhos, ouvidos, nariz e dedos lhe informavam.
 O mais importante de tudo era, talvez, o sexto sentido que o médico adquiria através de anos de experiência clínica.
O médico, hoje, depende demais de equipamento muitas vezes defeituoso, freqüentemente mal calibrado e, às vezes, totalmente enganador.

Por exemplo, quase todos os estudos publicados sobre o assunto apontam uma taxa de erro entre 20% e 40% na leitura de raios-X.
Radiologistas de um grande hospital discordaram 56% das vezes na interpretação de radiografias do tórax e 41% dos seus relatórios apresentavam erros significativos.
Mesmo quando as radiografias foram examinadas pela segunda vez, apenas 1/3 dos erros iniciais foram detectados.

Portanto, a lição é bem simples: não se deve assumir automaticamente que o diagnóstico do médico esteja correto.
 Para saber a verdade sobre os cuidados de saúde, as pessoas precisam novamente assumir parte da responsabilidade por sua própria saúde — e a saúde das pessoas que lhes são próximas.

É um erro deixar seu médico rotulá-lo

Anos atrás, se você fosse ao médico dizendo que se sentia péssimo, na maior fossa, ele provavelmente teria receitado um tônico inócuo, conversado com você durante uns 20 minutos e aconselhado a sair e se divertir um pouco.
Hoje, se você vai ao médico queixando- se do mesmo desânimo, ele provavelmente vai diagnosticá-lo como depressivo.
Provavelmente, ele vai receitar um dos poderosos medicamentos atualmente disponíveis na praça.
Até recentemente, a depressão era uma doença relativamente rara, mas as coisas mudaram.
Hoje, a depressão é uma das moléstias que mais aumenta no mundo. Milhões de pessoas sofrem de depressão.
 E o boom ocorrido no diagnóstico de depressão coincidiu com o desenvolvimento de anti-depressivos químicos especiais, novos e caros.

 Temo que muitas vezes a pessoa é diagnosticada como “depressiva” quando simplesmente está angustiada, infeliz ou cansada da vida que leva.

Por que os médicos fazem o diagnóstico “depressão” com tanta freqüência?

Bem, creio que existe apenas uma explicação: os médicos fazem o diagnóstico “depressão” com mais freqüência porque a indústria farmacêutica (que atualmente controla a educação médica e, conseqüentemente, o modo de receitar dos médicos) quer vender mais anti-depressivos.

Em minha opinião, em vez de tratar os pacientes “infelizes” com produtos químicos fortes e potencialmente prejudiciais, os médicos deveriam encorajar as pessoas tristes, desesperadas e infelizes a tentar encarar, elas mesmas, as causas específicas de sua infelicidade.
 Isso pode ser feito.
Outras áreas de supermedicação Depressão não é o único mal atacado com comprimidos e poções.
 Asma e artrite são outros problemas que hoje, dizem, afeta mais gente do que no passado.
 É só chegar no médico com um leve chiado e ele logo dirá que se trata de asma e que a pessoa terá de usar um inalador pelo resto da vida. Se for se queixar de articulações doloridas, será rotulado de “artrítico” e receberá um monte de pílulas.
                                                     

No meu entender, a força por trás dessa compulsão de receitar medicamentos é a onipresente indústria farmacêutica.
Os laboratórios farmacêuticos querem que os médicos receitem mais remédios (pelo simples motivo de que o aumento no consumo de medicamentos aumenta os lucros) e é, creio eu, a sua sutil, global e sempre presente influência que faz com que os médicos determinem que cada sibilo seja tratado como “asma”, cada dor seja diagnosticada e medicada como “artrite” e cada leve crise de infelicidade seja tratada como “depressão”.

Doenças como asma, artrite e depressão são perfeitas para aumentar os lucros porque o paciente que, supostamente, sofre dessas mazelas, é muitas vezes aconselhado a tomar remédios durante anos ou até décadas a fio.

 Essa estranha e implacável, porém lucrativa, filosofia funciona porque os médicos estão dispostos demais a ouvir os vendedores dos laboratórios farmacêuticos.
(Hoje em dia, a maioria dos médicos toma conhecimento de novos medicamentos através de vendedores pagos e não através de especialistas independentes!).
Mas, o conselho é simples: se o médico disser que você está sofrendo de um problema de longo prazo, para cujo tratamento você terá que tomar medicamentos durante muito tempo — peça uma segunda opinião!

Nunca esqueça que, de dez pacientes sob medicação, quatro sofrem efeitos colaterais. Se você está tomando medicamentos porque realmente precisa deles, os riscos talvez sejam aceitáveis.
Mas, se você está tomando medicamentos sem necessidade, os riscos também são desnecessários.
                                                      
 Como a maioria dos médicos receita demais medicamentos diferentes, eles não têm idéia dos efeitos colaterais produzidos por aqueles que estão receitando.
Portanto, lembre-se da Primeira Lei da Medicina Moderna de Coleman: “Se você desenvolver novos sintomas enquanto estiver sob tratamento para qualquer problema, provavelmente esses novos sintomas são causados pelo tratamento.”
Um entre cada seis pacientes está no hospital porque os médicos o tornaram doente.
O motivo é simples.
 São poucos os médicos e os doentes que conhecem a Primeira Lei da Medicina Moderna de Coleman.
Você não deve esquecer nunca.

Escolha o melhor e descarte o resto

Não há dúvida de que um enfoque “holístico” nos cuidados médicos é excelente para os pacientes. Muita gente pensa que essa palavra é outro termo para “alternativo” ou “complementar”. Não é.

 Quando seguida adequadamente, significa que cada doença pode ser tratada através de uma abordagem “escolha” e “misture”, ou seja, escolhendo os aspectos da medicina convencional e da medicina alternativa com maior chance de serem eficazes e causarem menos efeitos colaterais - tratando e observando atentamente a todos os aspectos individuais do paciente.

Em suma, a palavra “holística” foi criada para designar uma atitude.
 Uma atitude que tanto pode ser seguida pelo médico de formação ortodoxa como por um médico alternativo.
 No caso de muitas doenças, não adianta tratar o que está errado com o corpo se não tratar também o que está errado com a mente.
Acho incrível que um médico moderno cuide do corpo de um paciente que sofre de hipertensão, distúrbios intestinais ou asma e ignore sua mente, quando já está mais do que provado que, no caso de muitas doenças, os sintomas físicos são produzidos por algum tipo de distúrbio mental.
Da mesma forma, é estranho e até mesmo não científico, que um osteopata trate a coluna de um paciente ignorando sua mente.

 Infelizmente, a maioria dos médicos aprende pouco sobre medicina alternativa ou complementar.
E muitos terapeutas alternativos nunca tiveram um ensino eficiente sobre anatomia e fisiologia humanas.
O resultado é que os cuidados de saúde continuam divididos em duas áreas: ortodoxa e não ortodoxa.
Poucos profissionais de qualquer uma dessas áreas aprenderam o suficiente sobre todos os aspectos da medicina para serem capazes de oferecer conselhos realmente holísticos — oferecendo aos doentes o melhor de todos os mundos.
                                               

As vantagens de uma abordagem verdadeiramente holística são imensas, não só porque a medicina holística oferece a oportunidade de aproveitar o melhor e evitar o pior, como também porque tipos diferentes de tratamento podem — quando usados em conjunto — ter um efeito ainda maior.
 O enfoque genuinamente holístico pode empregar um medicamento moderno, uma técnica de relaxamento e um tipo de massagem para tratar um único conjunto de sintomas.

Seria lindo imaginar que todos pudessem encontrar um clínico holístico para os orientar. Mas não se anime. As chances são iguais a encontrar petróleo ao cavar sua horta.
Praticantes da medicina alternativa não são sempre a melhor escolha
Talvez você pense que seria melhor recorrer a um terapeuta alternativo.
Tenho receio que ficaria desapontado.
Muitos desses profissionais são, em sua área, tão arrogantes e intelectualmente isolados quanto os médicos que foram ensinados a receitar comprimidos.

Muito acupunturista, homeopata, fitoterapeuta e outros afirmam que oferecem a seus pacientes uma medicina holística quando, na verdade, não oferecem nada disso.
Por mais bem treinado que seja, o terapeuta alternativo que se dedica a uma única especialidade não é holístico.
                                                

 Quantos acupunturistas, fitoterapeutas e naturopatas vão admitir que, às vezes, o tratamento mais adequado é aquele oferecido por médicos convencionais e hospitais?
Não creio que muitos pacientes venham a receber tratamento realmente holístico de seus profissionais — sejam eles convencionais ou alternativos.
 A maioria dos programas de formação são concebidos para formar especialistas.
 Escolas de medicina formam ministradores de medicamentos e cirurgiões e as escolas de acupuntura formam acupunturistas.
 E não há muitos profissionais da saúde com tempo e disposição para estudar outras especialidades.

MEDICINA FAZ MAL À SAÚDE                                       

Por Sérgio Gwercman – Superinteressante Fevereiro de 2004
Um selo colado na testa advertindo sobre os perigos que podem causar à saúde.
Se dependesse do inglês Vernon Coleman, esse seria o uniforme ideal dos médicos.
 Dono de um diploma em medicina e um doutorado em ciências, Coleman abandonou a carreira após dez anos de trabalho para ganhar a vida escrevendo livros com títulos sugestivos do tipo
 Como Impedir o seu Médico de o Matar.
 Autor de 95 livros, o inglês é um auto-intitulado defensor dos direitos dos pacientes.
 Em seus textos, publicados nos principais jornais do Reino Unido, costuma atacar a indústria farmacêutica – para ele, a grande financiadora da decadência – e, principalmente, os médicos que recusam tratamentos que excluam a utilização de remédios e cirurgias.
 Dono de opiniões polêmicas, Coleman ainda afirma que 90% das doenças poderiam ser curadas sem a ajuda de qualquer droga e que quanto mais a tecnologia se desenvolve, pior fica a qualidade dos diagnósticos.
                                                       

Como um médico deve se comportar para oferecer o melhor tratamento possível a seu paciente?
Os médicos deveriam ver seus pacientes como membros da família. Infelizmente, isso não acontece.
Eles olham os pacientes e pensam o quão rápido podem se livrar deles, ou como fazer mais dinheiro com aquele caso. Prescrevem remédios desnecessários e fazem cirurgias dispensáveis.
 Ao lado do câncer e dos problemas de coração, os médicos estão entre os três maiores causadores de mortes atualmente.
Os pacientes deveriam aprender a ser céticos com essa profissão.
 E os governos, obrigá-los a usar um selo na testa dizendo
 "Atenção: este médico pode fazer mal para sua saúde".
Qual a instrução que pacientes recebem sobre os riscos dos tratamentos?
A maior parte das pessoas desconhece a existência de efeitos colaterais. E grande parte dos médicos não conhece os problemas que os remédios podem causar.
Desde os anos 70 eu venho defendendo a introdução de um sistema internacional de monitoramento de medicamentos, para que os médicos sejam informados quando seus companheiros de outros países detectarem problemas.
Espantosamente, esse sistema não existe. Se você imagina que, quando uma droga é retirada do mercado em um país, outros tomam ações parecidas, está errado.
                                   
 Um remédio que foi proibido nos Estados Unidos e na França demorou mais de cinco anos para sair de circulação no Reino Unido. Somente quando os pacientes souberem do lado ruim dos remédios que poderão tomar decisões racionais sobre utilizá-los ou não em seus tratamentos.

Você considera que os médicos são bem informados a respeito dos remédios que receitam a seus pacientes?
A maior parte das informações que eles recebem vem da companhia que vende o produto, que obviamente está interessada em promover virtudes e esconder defeitos.
Como resultado dessa ignorância, quatro de cada dez pacientes que recebem uma receita sofrem efeitos colaterais sensíveis, severos ou até letais.

Creio que uma das principais razões para a epidemia internacional de doenças induzidas por remédios é a ganância das grandes empresas farmacêuticas.
 Elas fazem fortunas fabricando e vendendo remédios, com margens de lucro que deixam a indústria bélica internacional parecendo caridade de igreja.

E o que os pacientes deveriam fazer? Enfrentar doenças sem tomar remédios?
É perfeitamente possível vencer problemas de saúde sem utilizar remédios. Cerca de 90% das doenças melhoram sem tratamento, apenas por meio do processo natural de autocura do corpo.
 Problemas no coração podem ser tratados (não apenas prevenidos) com uma combinação de dieta, exercícios e controle do estresse.
 São técnicas que precisam do acompanhamento de um médico. Mas não de remédios.

Receber remédios não é o que os pacientes querem quando vão ao médico?
É verdade que muitos pacientes esperam receber medicamentos. Isso acontece porque eles têm falsas idéias sobre a eficiência e a segurança das drogas.
 É muito mais fácil terminar uma consulta entregando uma receita, mas isso não quer dizer que é a coisa certa a ser feita.
 Os médicos deveriam educar os pacientes e prescrever medicamentos apenas quando eles são essenciais, úteis e capazes de fazer mais bem do que mal.

Que problemas os remédios causam?
Sonolência, enjôos, dores de cabeça, problemas de pele, indigestão, confusão, alucinações, tremores, desmaios, depressão, chiados no ouvido e disfunções sexuais como frigidez e impotência.
Em um artigo, você cita três greves de médicos (em Israel, em 1973, e na Colômbia e em Los Angeles, em 1976) e diz que elas causaram redução na taxa de mortalidade.

 Como a ausência de médicos pode diminuir o risco à vida?

Hospitais não são bons lugares para os pacientes.
 É preciso estar muito saudável para sobreviver a um deles. Se os médicos não matarem o doente com remédios e cirurgias desnecessárias, uma infecção o fará. Sempre que os médicos entram em greve as taxas de mortalidade caem. Isso diz tudo.
Muitas pessoas optam por terapias alternativas.
 Esse é um bom caminho?
Em diversas partes do mundo, cada vez mais gente procura práticas alternativas em vez de médicos ortodoxos.
 De certa maneira, isso quer dizer que a medicina alternativa está se tornando a nova ortodoxia.
 O problema é que, por causa da recusa das autoridades em cooperar com essas técnicas, muitas vezes é possível trabalhar como terapeuta complementar sem ter o treinamento adequado.
 Medicina alternativa não é necessariamente melhor ou pior que a medicina ortodoxa.
 O melhor remédio é aquele que funciona para o paciente.
Em um de seus livros, você afirma que a tecnologia piorou a qualidade dos diagnósticos. A lógica não diz que deveria ter acontecido o contrário?
Testes são freqüentemente incorretos, mas os médicos aprenderam a acreditar nas máquinas.
Quando eu era um jovem doutor, na década de 70, os médicos mais velhos apostavam na própria intuição. Conheci alguns que não sabiam nada sobre exames laboratoriais ou aparelhos de raio X e mesmo assim faziam diagnósticos perfeitos.
Hoje, os médicos se baseiam em máquinas e testes sofisticados e cometem muito mais erros que antigamente.
Você faz ferrenha oposição aos testes médicos realizados com animais em laboratórios. De que outra maneira novas drogas poderiam ser desenvolvidas?

Faz muito mais sentido testar novas drogas em pedaços de tecidos humanos que num rato.
Os resultados são mais confiáveis.
Mas a indústria não gosta desses testes porque muitos medicamentos potencialmente perigosos para o homem
seriam jogados fora e nunca poderiam ser comercializados.

Qual o sentido de testar em animais?
Existe uma lista de produtos que causam câncer nos bichos, mas são vendidos normalmente para o uso humano. Só as empresas farmacêuticas ganham com um sistema como esse.

O que você faz para cuidar da saúde?
Eu raramente tomo remédios. Para me manter saudável, evito comer carne, não fumo, tento não ficar acima do peso e faço exercícios físicos leves.
 Para proteger minha pressão, desligo a televisão quando médicos aparecem na tela apresentando uma nova e maravilhosa droga contra depressão, câncer ou artrite que tem cura garantida, é absolutamente segura e não tem efeitos colaterais.

A Face Oculta da Indústria Farmacêutica,   da Medicina e da  Ciência 

Por: Sonia Shah
  A indústria multinacional farmacêutica gasta  quase 40 bilhões de dólares por ano    para desenvolver novos medicamentos.
 Para isso, mobiliza uma crescente parcela   dos cientistas mais experientes do mundo e a  mais sofisticada tecnologia médica.
Com tal investimento maciço poderia se esperar um aumento do número de medicamentos de impacto dirigidos para os flagelados da humanidade.
No entanto, esse ano, só a malária atingirá 500 milhões de pessoas no mundo, e matará cerca de três milhões.
 Os remédios mais modernos de que os médicos dispõem para tratá-los são anti-diluvianos: um medicamento chinês de mil anos, que substitui uma droga desenvolvida há mais de 50 anos .
A indústria famacêutica não desprezou as partes do mundo assoladas por doenças como a malária. Pelo contrário: nunca antes os fabricantes de remédios deram tanta atenção aos pobres do mundo.

 Os grandes laboratórios estão realizando milhares de ensaios clínicos nos países em desenvolvimento — Bulgária, Zâmbia, Brasil e Índia, por exemplo. Aninhado contra as favelas enegrecidas de fuligem em Mumbai ergue-se o reluzente prédio branco da Novartis, onde os pesquisadores franzem as sobrancelhas na busca de novas drogas.
                                                               
Ao redor das que se espalham cercando a Cidade do Cabo, ficam os cintilantes laboratórios de teste da Boehringer Ingelheim. Recentemente, a Pfizer, a Glaxosmithline (GSK) e a Astrazeneca instalaram centros globais de testes clínicos na Índia. Ano passado, a GSK realizou mais da metade dos seus testes de drogas novas fora dos mercados ocidentais, escolhendo em particular países de “baixo custo” para os testes “deslocalizados” .

As empresas não estão lá para curar os males dos doentes pobres que fazem fila em suas reluzentes clínicas de pesquisa. Os fabricantes de drogas foram aos países em desenvolvimento para fazer experimentos com as multidões de doentes miseráveis.
 Utilizam-se deles para produzir os remédios destinados às pessoas cada vez mais saudáveis em outros lugares, em particular ocidentais ricos que sofrem os desgastes da idade, como doenças cardíacas, artrite, hipertensão e osteoporose.
Essa tendência — desenvolver drogas para os ricos globais testando-as nos pobres globais — além de não ser um investimento de recursos científicos preciosos, ameaça os direitos humanos e a saúde pública global.

Num mercado de bilhões, 100 mil "voluntários" para cada droga

    Os Estados Unidos são o maior mercado de remédios do mundo. O norte-americano médio leva para casa dez receitas médicas por ano. Desde 2000, a indústria farmacêutica cresceu 15% por ano, triplicando o lançamento de drogas experimentais entre 1970 e 1990.
Isto se deve, em grande parte, a mudanças nos regulamentos dos EUA sobre remédios.
Em 1984, a agência norte-americana de medicamentos e alimentação (Food and Drug Administration, FDA) estendeu as patentes dos fabricantes para novas drogas; em 1992, começou a aceitar pagamentos de fabricantes em troca do exame e liberação mais rápida de suas drogas novas e, em 1997, suprimiu as regras que baniam anúncios de televisão para os remédios novos.

 Essa mudança bastou para trazer uma grande transformação na indústria. Pela primeira vez, permitiu-se aos fabricantes de remédios dirigir as propagandas mais atraentes dos remédios novos diretamente a um grande número de consumidores, sem a mediação cética de um médico.

Há muito dinheiro a ganhar vendendo remédios para norte-americanos: a indústria de medicamentos é uma das mais lucrativas do mundo.
O problema é que quanto mais apreciam remédios, menos pessoas estão dispostas a se inscrever nos testes clínicos exigidos para desenvolver os novos.

 Cada droga nova exige cerca de quatro mil voluntários para os testes clínicos, o que por sua vez significa que 100 mil pessoas têm de ser atraídas para os ensaios iniciais.
 Por que tantos?
 Porque não é fácil desenvolver novos remédios para doenças do coração, artrite, hipertensão e outras condições crônicas não contagiosas.

Apesar do máximo esforço da indústria, a maioria das novas drogas destinadas a tratar dessas doenças tem eficácia apenas marginal. Algumas são similares a uma pílula de placebo.
 “Você sempre tem que batalhar para encontrar uma diferença” entre os pacientes tratados e não-tratados, diz um pesquisador clínico veterano.
                                                 
 Não é preciso testar muitos pacientes para provar a eficácia, por exemplo, da insulina para pessoas em coma diabético, porque o efeito da droga é muito visível.
 Mas provar que drogas de baixa ação, como antialérgicos, medicamentos para o coração ou pílulas antiinflamatórias têm uma eficácia real exige um grande número de pessoas testadas.

A necessidade da indústria encontrar voluntários para experimentos é imensa. Entretanto, pouco mais de um em vinte norte-americanos estão dispostos a participar de testes clínicos.
 A razão é óbvia.
Por que se expor a compostos experimentais, não testados, quando o leque de alternativas comprovadas está ao alcance das mãos?

Quanto mais doenças e "eventos", mais fáceis e rápidos os testes

Para resolver o problema, os fabricantes das drogas fazem testes para comparar o efeito dos seus remédios novos com o de um placebo.
    Basta provar à FDA que um medicamento novo funciona melhor do que nenhum.
É um padrão simples que dá um resultado mais claro em menos tempo.
O único problema com os testes de placebo é que exigem um número suficiente de pessoas que queiram participar de um experimento em que podem não receber tratamento algum – uma tarefa cada vez mais impossível, especialmente no Ocidente mergulhado em remédios.

Como resultado, 80% dos testes clínicos da indústria farmacêutica falham em cumprir os prazos de recrutamento.
Para cada dia de atraso no desenvolvimento de uma droga, as companhias perdem cerca de um milhão de dólares em vendas, enquanto seus concorrentes ganham mercado.

Se as pessoas nos países em desenvolvimento estivessem sofrendo apenas de malária e doença do sono, é claro que não interessaria fazer testes nesses lugares.
 Mesmo que cada doente de malária tivesse um dólar para gastar com remédios – o que não acontece – esse mercado não seria grande o bastante para deslocar pesquisadores da indústria para laboratórios.

 Um mercado de 200 milhões de dólares, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o mínimo necessário para despertar o interesse da indústria.

                                               

   Não importa. Atualmente, além de malária e tuberculose, as pessoas dos países em desenvolvimento sofrem das doenças nas quais os fabricantes de drogas dos mercados ocidentais estão mais interessados.
  De acordo com a OMS, 80% das mortes por doenças crônicas não contagiosas, como males cardíacos e diabetes, agora ocorrem nos países em desenvolvimento. Há mais diabetes tipo II na Índia do que em qualquer outro lugar do mundo.

 Em alguns lugares da África, uma em cada cinco pessoas sofre de diabetes e 20 milhões de africanos padecem de hipertensão .

 África do Sul: "um país ótimo para a AIDS"... 

    De acordo com a OMS, as implicações desse fenômeno para a saúde pública “são inquietantes e já estão aparecendo”.
Por serem pobres e sofrerem incômodos de saúde mais prementes, poucos pacientes são tratados.
 Inevitavelmente, sofrem mais complicações do que os pacientes bem tratados do Ocidente.
Isto oferece uma oportunidade para os testes industriais.
 Para provar que um remédio para o coração funciona, por exemplo, é preciso mostrar que quem não toma esse remédio sofre mais “eventos” — sejam ataques cardíacos ou mortes — do que quem toma o remédio.
 Os testes nos países pobres podem completar-se muito mais depressa.
Como observou um executivo de uma companhia de testes clínicos, durante uma conferência sobre a adequação dos países pobres para testes clínicos: “se não houver eventos suficientes, você nunca vai terminar seu teste”.

Outro executivo de companhia de testes clínicos afirmou: 
“A África do Sul é um país ótimo [para AIDS]”, por causa do grande número de pacientes infectados pelo HIV ainda não tratados com drogas anti-virais.

 Com freqüência os fabricantes de drogas ficam frustrados em suas tentativas de provar que as novas drogas funcionam nos corpos impregnados de medicamentos dos ocidentais testados.
Há tantas drogas em seus organismos que é cada vez mais difícil observar o efeito do composto experimental. Assim, os pacientes-virgens – pessoas doentes pobres demais para obter tratamento médico – são altamente valorizados nos testes clínicos.

Mas o grande atrativo para a localização dos testes em países mais pobres é a rapidez.
Na indústria farmacêutica de hoje, onde os fabricantes de remédios manobram para ser os primeiros do mercado com a última insulina aspirada ou o novíssimo anti-depressivo, a velocidade é essencial.
 Nos países ocidentais, recrutar um número suficiente de voluntários para testes pode levar meses e até anos.
Nos países em desenvolvimento, o recrutamento é rápido.

 Na África do Sul, a Quintiles alistou três mil pacientes para testar uma vacina experimental em nove dias.
 Em doze dias, recrutou 1.388 crianças para outro teste. Além do mais, no Ocidente, de 40 a 60% dos inscritos são instáveis e acabam largando os testes clínicos, incomodados por efeitos colaterais desagradáveis ou pelo inconveniente de se deslocar até a clínica.

Em lugares como a Índia, as companhias de testes clínicos dizem que conservam 99,5% dos voluntários inscritos.

Não é fácil para os fabricantes de drogas ocidentais levarem seu negócio de testes clínicos para os países pobres.
 Muitas vezes, eles precisam traduzir documentos, equipar clínicas e hospitais sem recursos, treinar os médicos locais e lidar com uma burocracia estrangeira e freqüentemente corrupta.
 Mas, apesar desses desafios, para a maior parte dos grandes fabricantes de drogas, realizar os experimentos em países em desenvolvimento tornou-se uma necessidade.
 Empresas que oferecem consultoria sobre como realizar testes nesses países floresceram, tornando-se uma indústria secundária.

Grandes empresas de testes multiplicam filiais no Sul do planeta 

As companhias de testes clínicos (também chamadas organizações de contratos de pesquisa, ou CROs) como a Quintiles e a Covance ostentam escritórios e consultórios por toda parte dos países em desenvolvimento.
 A Quintiles tem clínicas no Chile, México, Brasil, Bulgária, Estônia, Romênia, Croácia, Letônia, África do Sul, Índia, Malásia, Filipinas e Tailândia.

 A Covance alardeia que pode fazer testes em 25 mil centros médicos, em uma dezena de países. A imprensa comercial da indústria dos testes clínicos exalta-se com entusiásticos artigos como “Sucesso com testes na Polônia” e “Oportunidades de um bilhão de dólares em pesquisa clínica na Índia”.

 “Descubra a Rússia”, diz uma manchete de uma revista de propaganda, que lembra estranhamente a exuberância de um guia turístico, “para fazer pesquisa clínica”.
“Vá esquiar onde existe neve”, recomenda outro anúncio de uma companhia que vende serviços de testes clínicos em países pobres.
“E vá fazer testes clínicos onde existem doentes”.

E então, qual é o problema?
Os testes clínicos oferecem por toda a parte melhor tratamento do que as clínicas regulares, que fazem os pacientes esperar o dia inteiro em seus consultórios quase vazios.
 Os pacientes pobres poderiam considerar-se com sorte por participar de testes clínicos – e a alegria com que eles acorrem sugere que sabem disso.
Ainda por cima, as clínicas e hospitais nos países pobres têm acesso a tecnologia avançada e freqüentemente capitalizam-se com o novo equipamento que os fabricantes de drogas trazem para que realizem os testes.

 “Recebemos alguns equipamentos”, lembra um pesquisador clínico da Índia, “e eles não os pediram de volta”.
Ser uma cobaia humana pode ser um papel que os ocidentais não querem mais fazer, mas isso não quer dizer que não é um bom negócio para os pobres.

 Por que não mandar os testes para lá, do mesmo jeito que mandamos as fábricas tóxicas e as sweatshops?
[6] É melhor do que nada. “Disseram [que eu] estava levando vantagem!”, queixou-se um pesquisador industrial criticado por fazer testes em países pobres.
 “Mas sem o teste, aquelas crianças morreriam!”
 Na incansável análise custo-benefício tão popular nos Estados Unidos, exportar desagradáveis testes clínicos para países pobres faz sentido.
 “Acho que em geral é bom para as pessoas participar de testes clínicos”, diz o diretor médico da FDA, Robert Temple.
 “Metade das pessoas recebe medicamentos ativos e melhor tratamento”, diz ele. “A outra metade...[recebe] melhor tratamento”.

Entretanto, oferecer o corpo à ciência não é o mesmo que dar um dia de trabalho numa fábrica.
Mesmo o emprego superexplorado no sweatshop, seja como for, oferece benefícios palpáveis ao indivíduo, ainda que magros: trabalho, um pequeno contracheque.
 O teste clínico não garante nada. Na escala da comunidade, os pesquisadores podem equilibrar os riscos e benefícios. Mas não há garantia de que um voluntário será mais beneficiado do que prejudicado num experimento (O fato de que existe uma incerteza, naturalmente, é parte da razão pela qual uma experiência é realizada).

Eles têm mais disposição para ser "cobaias"

    O pré-requisito absoluto à procura ética sobre os seres humanos – como está codificado em inúmeros documentos, inclusive na Declaração de Helsinki, da Associação Médica Mundial e no Código de Nuremberg– pressupõe que os recrutados para a pesquisa sejam informados e consintam voluntariamente.

A condição de voluntário significa que a pessoa pode entrar ou sair: não pode haver coerção, ainda que sutil — seja sob a forma de um pacote de compensações excessivamente generoso ou do acesso a cuidados médicos de outro modo inatingíveis, para influenciar indevidamente a decisão potencial do voluntário de expor-se a um teste experimental

 (Quando ativistas contra a AIDS pediram que os pesquisadores garantissem tratamento por toda a vida para os voluntários que fossem infectados durante o teste de alguma vacinas, os pesquisadores argumentaram que tal exigência violaria o princípio do consentimento voluntário.
O negócio ficaria bom demais: até gente não infectada poderia inscrever-se só para conseguir remédio de graça).

E ainda assim, um crescente conjunto de evidências sugere que os voluntários em países em desenvolvimento não consentem espontaneamente em ser testados.
 Especialistas em bioética rastreiam o número de pessoas que se recusam a participar ou que desistem dos testes como uma espécie de indicador a posteriori.
Nessas duas ocasiões, mostram que entendem que sua participação nos testes é voluntária.
As taxas de recusa e desistência nos testes ocidentais podem atingir 40% ou mais.
 Mas, quando a Comissão Consultiva Nacional de Bioética da França realizou um estudo anônimo com os pesquisadores clínicos atuantes nos países em desenvolvimento, 45% deles disseram que os voluntários nunca se recusavam a participar dos testes.
                                              
A grande velocidade de recrutamento nestes testes – três mil voluntários para um teste de vacina, em nove dias, ou mil e trezentas crianças para um teste, em 12 dias – sugere, do mesmo modo, que não há desistências ou recusas. Eram muito poucos, se é que havia, os que diziam “não”.

Num estudo sobre a qualidade do consentimento de voluntários alistados em testes de prevenção contra o HIV, na África do Sul, mais de 80% dos voluntários disseram que não sabiam que podiam desistir do teste se quisessem.
Resultados similares foram obtidos num teste em Bangladesh [10].
Essa prova de coerção seria motivo para realizar poucos testes nessa população, mas está sendo usada para realizar mais testes.
O fato de que os potenciais recrutados não dizem "não" é um aspecto vendável para as companhias de testes clínicos em atividade nos países em desenvolvimento.
De acordo com um artigo no Applied Clinical Trials, os voluntários russos “não faltam às consultas, tomam todas as pílulas necessárias e só muito raramente voltam atrás.

 Os russos fazem o que os médicos mandam. Que fenômeno!”.
Uma história de Centro de Vigilância sobre Testes, na China notou, do mesmo modo, que “os chineses não estão completamente emancipados como nos EUA. Eles têm mais disposição para serem cobaias”.

Agências de supervisão fecham os olhos para testes em países pobres 

A supervisão européia e norte-americana destes testes é mínima.

 Quando um fabricante de drogas decide lançar uma experiência clínica nos Estados Unidos ou na Europa, primeiro precisa alertar as autoridades reguladoras e enviar todos os dados pré-clínicos – dados de laboratório e de testes com animais, junto com planos detalhados de como planeja usar a droga experimentalmente em seres humanos.

 Dados de testes no exterior são aceitos pelas autoridades reguladoras norte-americanas e européias, mas nenhuma exige que os fabricantes de drogas alerte-as antes de iniciarem os experimentos no exterior. Para esses testes, a única exigência é que a Declaração de Helsinki ou regras locais que por acaso garantam mais proteção sejam observadas.
Se falharem – e 90% das drogas que entram nos testes clínicos falham em obter a aprovação regulatória – e não forem usados para apoiar o lançamento no mercado, então não há de fato controle norte-americano ou europeu sobre os experimentos.
 Sem descrição em parte alguma, os testes que fracassam nos países pobres simplesmente desaparecem sem deixar traços.

Nesse caso, a Declaração de Helsinki é suficiente?
 Poderia ser.
 O principal mecanismo de força da Declaração de Helsinki está nos comitês independentes – comitês de ética – que devem aprovar e supervisionar testes clínicos para assegurar que os direitos dos voluntários sejam protegidos. Seria ótimo se a infraestrutura ética e regulatória nesses países estivesse à altura da tarefa.
 Mas há provas indicando que em pelo menos alguns desses países, provavelmente não é assim.
A Índia é um exemplo.

Funcionários do governo na Índia estão interessados na expansão dos testes clínicos, pois vêem uma possibilidade de lucro.

 Vários funcionários dizem que esperam expandir testes patrocinados pela indústria - de U$ 70 milhões para U$ 1 bilhão por ano.
 Eles instituíram várias mudanças em suas regras para facilitar os testes clínicos. As drogas experimentais não precisam demonstrar nenhum “valor especial” para a Índia, como antes.
E as companhias que investem em pesquisa e desenvolvimento gozam de isenções de impostos por 10 anos [11].
 A indústria dos testes clínicos é vista como um bom negócio para a Índia.

De acordo com o Economic Times, o principal jornal de negócios do país, “as oportunidades são grandes, as multinacionais estáo ávidas, as companhias da Índia estão querendo.
Temos as competências, as pessoas e temos uma vantagem que a China não tem e provavelmente nunca terá. O melhor é que esse é um tipo de deslocalização contra a qual os trabalhadores americanos não estão inclinados a protestar.”

O conflito de interesses dos reguladores do governo indiano não é insuperável. Uma possível abordagem seria aumentar a supervisão sobre os voluntários de testes.
Mas, ao contrário, em quase todas as áreas de prática e pesquisa médica da Índia existe uma clara lacuna de regulamentos.

Índia, o laboratório ideal: não há código de ética médica 

O ensino médico é pouco regulamentado. Escolas de Medicina foram flagradas contratando professores falsos para tapear inspetores, vendendo matrículas e leiloando títulos.
 Uma vez diplomados, os médicos, na Índia, não precisam demonstrar competência.

A prática clínica é insuficientemente normatizada.
A Associação Médica Indiana não adota código de ética algum, de modo que quando três quartos dos médicos em Surat fugiram da cidade, durante um surto de peste – que poderia ser tratada por antibióticos se houvesse médicos para receitá-los –, as autoridades médicas nacionais ficaram em silêncio.

O mercado farmacêutico é notoriamente sub-regulamentado.
Há cerca de 70 mil marcas de remédios disponíveis, com apenas 600 inspetores. Em um estudo, descobriram-se cerca de 70 combinações de remédios ineficazes ou perigosas no mercado (continuam a ser vendidas sob mais de mil marcas diferentes).
 Vendem-se remédios para indicações mal definidas como “queda intelectual”, “desajuste social” e “deterioração do comportamento”.

Uma pesquisa de uma revista, em 2003, descobriu que um em cada quatro dos remédios que estavam disponíveis eram falsos ou abaixo dos padrões.
 Numa batida em 2003, na cidade de Patna, sete entre nove farmácias estavam operando sem licença.
 Pelo país afora, receitas de remédios são rotineiramente conseguidas por cima do balcão.
                                                    
No entanto, de acordo com o conhecido perito em drogas Chandra Gulhati, editor do Monthly Index of Medical Specialties in Índia, “mesmo que uma companhia faltosa seja apanhada com a boca na botija em atividades ilegais, é liberada, por razões melhor conhecidas pelos reguladores, com uma ligeira advertência”.

De acordo com o principal bioeticista do país, Amar Jesani, “não há cultura ética na profissão” na Índia.
Foram necessárias três décadas, após a primeira formulação da idéia do consentimento informado – durante o julgamento dos médicos nazistas em Nuremberg nos anos 1940 –, para que os Estados Unidos lhe dessem força de lei.
 Levou mais duas décadas para que a instituição da pesquisa médica dos EUA incorporasse os novos padrões em seu licenciamento, ensino e práticas clínicas.
 Esse processo tinha que ser iniciado em países como a Índia, onde em 2003, nenhuma escola de Medicina dava cursos de ética médica.

 Para supervisionar testes clínicos patrocinados pela indústria, comitês de ética são devidamente organizados, mas de acordo com o ativista da saúde Sandhya Srinivasan, eles não funcionam para proteger voluntários e sim para “possibilitar a divulgação”.

Esterilizações involuntárias, doentes de lepra sem tratamento

Não é surpreendente que tenha havido uma série de escândalos na pesquisa e prática médica por todo o país.
Nos anos 1970,
 a quinacrina, remédio contra a malária, foi distribuído para milhares de mulheres sem instrução, provocando-lhes a esterilização permanente.
 A droga tinha sido desaprovada para esse uso e muitas das mulheres disseram, posteriormente, que tinham sido enganadas para tomá-la.

Nos anos 1980, um anticoncepcional injetável — já retirado do mercado — foi testado em aldeãs que declararam que “não faziam idéia de que estavam participando de um teste”.
Num experimento com a lepra, patrocinado pelo governo em 1991-1999, voluntários disseram que não sabiam que o teste era com placebo.

No fim dos anos 1990, pesquisadores do governo realizaram tratamento de 1100 mulheres analfabetas com lesões pré-cancerosas nas vértebras cervicais para estudar a progressão da doença.
Mais tarde, descobriu-se que as pessoas não tinham sido informadas e não tinham dado consentimento.

 Em 2001, um pesquisador da Johns Hopkins foi apanhado testando uma droga anti-câncer experimental em pacientes com câncer no estado indiano do Kerala, antes da droga ter sido experimentada em animais.
 Em 2003, um remédio experimental contra câncer foi administrado em mais de 400 mulheres que procuravam aumentar sua fertilidade. A droga era tóxica para os embriões.
                                          

Países ocidentais também tiveram suas próprias histórias de transgressões, e entre as mais infames delas está o estudo sobre a sífilis do Serviço de Saúde Pública norte-americano de Tuskegee.
 O tratamento para a sífilis foi negado a dezenas de negros pobres do Alabama rural.
O estudo sobre sífilis, quando exposto, levou às primeiras proteções legais a pessoas estudadas em pesquisas nos Estados Unidos, em 1974.

Nenhum dos escândalos de pesquisas na Índia, por mais que tenham sido publicizados na imprensa, levou a qualquer proteção legal para os voluntários.
 Esses fatos não são novidade para os reguladores do FDA, que demonstram uma grande confiança na habilidade dos voluntários em se auto-proteger, oferecendo ou retirando seu próprio consentimento informado voluntário.

Uma prática que solapa a legitimidade da medicina ocidental    

Contudo, testes clínicos realizados de forma não-ética fazem mais do que minar os direitos humanos: solapam a legitimidade da medicina ocidental, de modo mais geral.
A crise de confiança entre muitas pessoas no mundo em desenvolvimento e a medicina estilo ocidental aprofunda-se diariamente.
 O espectro de uma explosão de testes clínicos secretos pouco controlados inflama tais reações.
Muitos fabricantes de drogas e pesquisadores clínicos concordam que a coerção e a falta de informação são problemas óbvios, mas alegam que as grandes esperanças com a pesquisa biomédica compensam os riscos e sustentam que, se a regulamentação for exagerada, os testes clínicos e o ritmo da inovação médica vão se reduzir e mais pessoas vão morrer.

Esse argumento é fraco, mas comum e poderoso.
 Pode ser verdade que a qualidade do atendimento nos testes clínicos seja freqüentemente superior ao tratamento normal e que os médicos encarregados dos ensaios tenham acesso à mais recente tecnologia, instrumentos e recursos que eles podem destinar ao cuidado dos pacientes.
Esses são benefícios concretos dos testes clínicos.
Mas os dados em si não podem significam automaticamente progresso da medicina (qualquer um que tenha visto as mais modernas vacinas apodrecendo em almoxarifados tropicais pode confirmar).
                                               

O progresso da medicina requer a implementação da pesquisa, não apenas testes, e isso exige que governos, programas de saúde, pacientes e muitos outros atores tenham de fato algo a ver com os dados.

Devíamos exigir que os voluntários pelo menos tivessem acesso aos métodos comprovados nos seus testes, não apenas num futuro hipotético, mas aqui e agora.
 Com excessiva freqüência, novas drogas desenvolvidas com experimentos em habitantes dos países pobres não são licenciadas para uso nesses países, têm preços proibitivos, ou não são utilizáveis porque a droga não é importante de um ponto de vista clínico.
 Precisaríamos exigir, também, alguma forma de confirmação ou validação para que o consentimento informado fosse de fato informado e voluntário.

Tais medidas poderiam acabar com alguns testes.

 Mas como disse o bioético Jonathan Moreno, seria parte do preço que pagamos para reconhecer que há uma diferença entre um rato de laboratório – que não precisa ser consultado se quer participar de um experimento – e um ser humano.

Aqui estou postando um link de uma lista de cientistas
mortos de forma suspeita, eles todos comprometidos
com avanços verdadeiros da ciencia, mas parece que
tem muita pouca gente poderosa que nao pensa assim.
tanguito.

http://rense.com/general62/list.htm